América Futebol Clube

América Futebol Clube - São José do Rio Preto

 
Mário Sérgio fez sete duelos contra o América
domingo, 29 de janeiro de 2017
 
 

 

Criativo, rebelde e com uma habilidade refinada, Mário Sérgio Pontes de Paiva[1] foi um dos grandes jogadores do futebol brasileiro como meio-campista e ponta-esquerda, entre as décadas de 1970 e 1980. Sua marca registrada era olhar para um lado do campo e dar o passe para um companheiro do outro lado, com a finalidade de enganar a marcação. Por isso, ganhou o carinhoso apelido de “Vesgo”. Sua forte personalidade acabou por prejudicar sua carreira.

Como comentarista esportivo do canal por assinatura Fox Sports, Mário Sérgio foi uma das 71 vítimas mortas no voo da LaMia que levava a Chapecoense para o primeiro jogo decisivo da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, de Medellín, da Colômbia, no dia 29 de novembro do ano passado.

Nascido no Rio de Janeiro, no dia 7 de setembro de 1950[2][3][5][4][6], Mário Sérgio [7]começou a carreira no futsal do Fluminense, foi campeão invicto do Brasileirão de 1979 pelo Internacional-RS e do Mundial de Clubes de 1983 pelo Grêmio. Tornou-se ídolo no Vitória e também jogou no São Paulo, Palmeiras, Botafogo-RJ, Ponte Preta, Botafogo de Ribeirão Preto, entre outras equipes. Ao todo defendeu 13 clubes entre 1969 e 1987.

Neste período, fez sete confrontos equilibrados pelo Paulistão contra o América de Rio Preto, com duas vitórias, três empates e duas derrotas. Suas equipes marcaram cinco gols e sofreram seis. Mário Sérgio esteve pela primeira vez no estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto, na quarta-feira, dia 11 de outubro de 1981, com a camisa do São Paulo.

Na ocasião, venceu por 1 a 0, gol do meia-direita Renato Pé Murcho. Foram mais duas partidas pelo Tricolor no estadual de 1982, com dois empates de 1 a 1, nos dias 29 de agosto e 6 de outubro, respectivamente. Na temporada de 1983, Mário Sérgio sofreu o primeiro revés quando atuava pela Ponte Preta, do técnico Cilinho. O América venceu por 1 a 0, em pleno estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, com gol de cabeça do centroavante Roberto Biônico. 

Defendendo o Palmeiras, Mário Sérgio esteve em campo na derrota de 2 a 0 para o Rubro, no Mário Alves Mendonça, no dia 12 de agosto de 1984. Nos dois últimos duelos, ele estava no Botafogo, que ganhou de 2 a 1, no Mário Alves Mendonça, no dia 5 de março, com dois gols do centroavante Nelson Bertolazzi. Dito Siqueira fez para o Vermelhinho. No returno, dia 27 de julho, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, houve empate sem gols.

 

América 0 X 1 São Paulo - 11 de outubro de 1981

Ficha Técnica

América

Paulo César Boges; Beto, Miro, Jorge Lima e Carlos Duarte; Brás (Didi), Paulinho Jaú (Serginho Índio) e Rota; Marinho, Ricardo e Rômulo. Técnico: João Leal Neto.

São Paulo

Waldir Peres; Getúlio, Oscar, Gassem e Airton; Almir, Renato Pé Murcho e Everton; Paulo César Camassutti, Tatu (Heriberto) e Mário Sérgio. Técnico: Chico Formiga.

Gol: Renato Pé Murcho aos 14 minutos do segundo tempo. Árbitro: João Leopoldo Ayeta. Renda: Cr$ 2,346 milhões. Público: 11.896 pagantes. Local: estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto, no domingo, dia 11 de outubro de 1981, pelo 2º turno do Paulistão, na 1ª vez que Mário Sérgio enfrentou o América.

 

Briga com treinador e tiros em estádio

Como o esporte ainda não lhe dava dinheiro, Mário Sérgio fez faculdade de processamento de dados e foi trabalhar numa empresa de computadores. Em 1969, após ser levado por amigos, fez teste como ponta-esquerda no Flamengo e foi contratado. O técnico Yustrich, no entanto, recriminava o individualismo, os cabelos longos e as roupas extravagantes de Mário Sérgio, no auge da curtição hippie. Irritado com as constantes broncas do treinador, Mário fez embaixadinhas, deu um chutão para o alto durante um coletivo e deixou o treino dizendo que no Flamengo não jogaria mais.

Em 1971, transferiu-se para o Vitória, destacou-se e no ano seguinte foi campeão estadual. Brilhante no rubro-negro, onde passou quatro temporadas, tornou-se rei na Bahia. Comprado pelo Fluminense em 1975 fez parte da “Máquina Tricolor”, com Rivellino, Paulo César Caju, Gil, Manfrini, Edinho, Carlos Alberto Pintinho, entre outros, e foi campeão carioca. Se indispôs com o presidente Francisco Horta e acabou negociado com o Botafogo-RJ.

Discutiu com alguns dirigentes do Alvinegro e acabou vendido ao Rosário Central, da Argentina, em 1979, onde teve passagem apagada. A pedido de Paulo Roberto Falcão, foi contratado pelo Internacional, que conquistou de forma invicta o Brasileirão de 1979, foi vice da Libertadores de 1980 e campeão gaúcho de 1981. Chegou ao São Paulo em 1981, estreou dia 16 de agosto e ficou até o fim de 1982. No Tricolor ganhou o apelido de “Rei do Gatilho” ao esvaziar o pente do seu revólver calibre 38, para assustar torcedores do São José, no Vale do Paraíba, que se manifestavam na saída da delegação são-paulina do estádio Martins Pereira.

 

Oito jogos pela Seleção e campeão mundial de clubes

Na Seleção Brasileira, Mário Sérgio estreou na goleada de 6 a 0 sobre a Irlanda, no dia 23 de setembro de 1981, em Maceió. Depois atuou contra Bulgária (3 a 0), Alemanha Oriental (3 a 1), República Tcheca (1 a 0), Alemanha (1 a 0), Peru (0 a 1), Argentina (2 a 1) e Colômbia (0 a 1). Acusado de ser usuário de drogas, foi parar na Ponte Preta em 1983. Acertou com o Grêmio exclusivamente para o Mundial de Clubes, a pedido do técnico Valdir Espinosa. Mesmo com bela atuação na vitória sobre o Hamburgo, da Alemanha, por 2 a 1, não teve seu contrato renovado. Retornou ao Inter, defendeu Palmeiras, Botafogo de Ribeirão Preto e Bellinzona da Suíça. 

Pendurou a chuteira no dia 4 de outubro de 1987, na 5ª rodada do Brasileirão de 1987, quando defendia o Bahia, que vencia o Goiás por 1 a 0. No intervalo, tomou banho, se trocou e fez um educado pronunciamento aos companheiros anunciando o fim da sua carreira. Como treinador, Mário Sérgio dizia abertamente o que pensava aos jogadores e ganhou muitos desafetos. Começou no Vitória, comandou Corinthians, São Paulo, Atlético-PR, Figueirense, Botafogo-RJ, Portuguesa, Internacional e Ceará, seu último clube, em 2010. Trabalhou como comentarista esportivo na TV Bandeirantes e no canal por assinatura Fox Sports. Era casado com Mara e pai de Felipe.

 

 

 

 

 

 
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