América Futebol Clube

América Futebol Clube - São José do Rio Preto

 
Volante Dudu levou ampla vantagem sobre o América
domingo, 13 de novembro de 2016
 
 

 

 

Qualquer pessoa já deve ter ouvido falar da famosa dupla Dudu e Ademir da Guia, que fez sucesso no Palmeiras nas décadas de 1960 e 1970, e comandou as duas versões da Academia de Futebol do Verdão. O “Divino” Ademir já teve a sua carreira retratada aqui. Nesta edição, o Flash Bola destaca a trajetória de Olegário Toloi de Oliveira, o ex-volante Dudu, que completou 77 anos de idade no último dia 7 de novembro e recebeu como presente um busto na sede palmeirense para imortalizá-lo como um dos principais jogadores do clube em todos os tempos.

Agora, só Dudu, o próprio Ademir, os goleiros Oberdan Cattani e Marcos, o zagueiro Junqueira (que defendeu o clube entre 1931 e 1945) e o meio-campo/zagueiro Waldemar Fiúme (atuou entre 1941 e 1958) foram homenageados com tal honraria. Nascido em Araraquara, Dudu ganhou esse apelido do avô e começou a jogar aos 16 anos de idade na ADA (Associação Desportiva Araraquara), em 1955. Foi campeão amador quatro anos depois, destacou-se e chegou à Ferroviária. Sem fazer firulas, mas também sem dar chutões, o incansável Dudu era um carrapato na marcação e dificilmente errava um passe.

Entre as suas passagens pela Ferroviária e pelo Palmeiras, ele enfrentou o América 16 vezes, todas pelo Paulistão, com 13 vitórias, um empate e só duas derrotas. Dudu marcou um gol no humilhante 7 a 1 imposto pelo time afeano na primeira vez que teve o Rubro pela frente no dia 19 de novembro de 1959, em Araraquara. Fez outro gol no segundo encontro, no dia 7 de agosto de 1960, com triunfo da Ferrinha por 3 a 2. Perdeu de 2 a 1 no estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto, em 20 de novembro de 1960.

Depois, já pelo Palmeiras, na primeira partida em Rio Preto, no dia 16 de agosto de 1964, o Alviverde venceu por 2 a 1. Com ele em campo, a única vez que o Verdão perdeu para o América foi por 1 a 0, gol do centroavante Tião Kelé, no dia 20 de abril de 1969, no Mário Alves Mendonça. Porém, tem um detalhe. Dudu começou na reserva e entrou no segundo tempo no lugar do meia argentino Artime. Na última vez que jogou em Rio Preto, o volante levou a melhor com triunfo palmeirense por 2 a 0, no dia 12 de março de 1972. E no último confronto entre eles, nova vitória do Verdão, desta vez por 2 a 0, em 13 de outubro de 1974, no Parque Antártica, em São Paulo.

 

Ferroviária 7 X 1 América - 19 de novembro de 1959

Ficha Técnica

Ferroviária

Rosan; Ismael, Cardarelli e Osni; Dudu e Rodrigues Lindão; Amaral, Cardoso, Baiano, Bazzani e Benny. Técnico: José Guillermo Agnelli.

América

Vilera; Carlos Jacaré, Fogosa e Ambrózio; Peter e Bertolino; Cuca, Colada, Santos, Adésio e Guimarães. Técnico: Pedrinho Rodrigues.

Gols: Bazzani (2), Benny (2) e Baiano (2) e Dudu para a Ferroviária. Colada para o América. Árbitro: não identificado. Renda: Cr$ 63.325,00. Público: 3.927 torcedores. Local: Estádio municipal Siqueira Campos, na quinta-feira, dia 19/11/1959, pela 9ª rodada do 2º turno do Paulistão, com Dudu marcando um gol pela Ferrinha no massacre sobre o Rubro.

 

Jogou 609 vezes pelo Palmeiras

Dudu estreou no Palmeiras na derrota de 2 a 1 para o Santos, em 11 de abril de 1964, no Pacaembu. Até 1974, ele vestiu a camisa alviverde em 609 partidas. É o terceiro atleta em número de jogos pelo clube, atrás apenas de Ademir da Guia, com 901, e do ex-goleiro Emerson Leão, com 617 atuações. Pelo time palmeirense, Dudu obteve 340 vitórias, 160 empates, sofreu 109 derrotas e fez 25 gols.

Foi campeão do Torneio Rio-São Paulo 1965; Taça Brasil 1967 e 1969 (Torneio Roberto Gomes Pedrosa); Brasileiro 1972 e 1973; Paulista de 1966, 1972 e 1974, quando já contava com 35 anos nas costas. Individualmente, ganhou o concorrido prêmio “Bola de Prata”, oferecido em votação da revista Placar aos melhores jogadores de 1974.

 

Palmeiras 2 X 0 América - 13 de outubro de 1974

Ficha Técnica

Palmeiras

Leão; Eurico, Luis Pereira, Alfredo Mostarda e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Edu, Leivinha, Toninho Vanusa (Fedato) e Nei. Técnico: Oswaldo Brandão.

América

João Marcos; Nelson Prandi, Dobreu, Jairzão e Cleto; Tupã e Miguel; Zuza, Dante, Iaúca e Paraná Buchinha. Técnico: Vail Mota.

Gols: Toninho Vanusa aos 31 minutos do 1º tempo e Fedato aos 45 minutos do 2º tempo. Árbitro: Edson Massa. Renda: Cr$ 72.125,00. Público: 7.572 torcedores. Local: Parque Antártica, em São Paulo, no dia 13 de outubro de 1974, pelo 2º turno do Paulistão, na última vez que Dudu enfrentou o América.

 

 

Atuou com vários atletas da região

Durante a sua carreira, Dudu teve oportunidade de atuar com jogadores da região. Na Ferroviária, foi contemporâneo do goleiro Rosan, nascido em Nova Aliança, revelado pelo Rio Preto e que depois também teve uma passagem pelo Palmeiras. Outros que estiveram com Dudu na equipe grená foram o ponta-esquerda Benny Guagliardi, também revelado no Rio Preto, o lateral-esquerdo Fogueira, que começou a carreira no América, além do zagueiro Rodrigues Lindão, com passagem pelo Rio Preto.

Dudu jogou ainda com o meia-esquerda mirassolense Bazzani, maior ídolo da história da Ferroviária. O goleiro Neuri Cordeiro, os zagueiros Nelson Coruja e Alfredo Mostarda, e os atacantes Cardosinho e Milton, foram alguns dos companheiros de Dudu no Palmeiras que passaram pelo América.

Técnico campeão com Palmeiras e Bandeirante de Birigui

Num amistoso entre Ferroviária e Seleção Brasileira, em 1962, Dudu destacou-se pela marcação cerrada e eficiente no craque Chinesinho, que brilhava no Palmeiras. Em 7 de setembro de 1965, defendeu o Brasil, representado pelo Palmeiras, no segundo jogo inaugural do Mineirão, com vitória sobre o Uruguai por 3 a 0. Depois, foi convocado algumas vezes durante o período de preparação para a Copa de 1966, mas não chegou a integrar o grupo que deu vexame na Inglaterra ao ser eliminado na primeira fase do Mundial.

Fez um gol em 13 jogos disputados pelo Sevilla, da Espanha, entre 1975 e 1976. Olegário Toloi de Oliveira pendurou as chuteiras em janeiro de 1976. No mesmo ano, assumiu o cargo de treinador do Palmeiras, ao substituir Dino Sani, e foi campeão paulista. Como técnico do Alviverde (1976/77, 1981, 1990/91), foram 142 partidas (75 vitórias, 45 empates e 22 derrotas). 

Ele voltou a jogar no Confiança-SE em 1978/79. Depois, treinou Confiança, América-RJ, Desportiva-ES, Ferroviária, Ponte Preta, XV de Piracicaba, Juventude-RS, Coritiba, Sãocarlense e foi campeão da Segunda Divisão de 1986 (equivalente à Série A-2 de hoje) pelo Bandeirante de Birigui. Tio de Dorival Júnior, atual técnico do Santos, Dudu está aposentado. Ele mora em São Paulo com a mulher, Maria Helena, e os filhos Gláucia e Marcelo. 

 

 

 

 

 

 

 
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