América Futebol Clube

América Futebol Clube - São José do Rio Preto

 
Luiz Andrade estreia um dia após chegar no América
domingo, 4 de setembro de 2016
 
 

 

Com boa elasticidade, seguro e sempre confiante, Luiz Andrade iniciou a carreira no Marília, foi campeão da Copa São Paulo de Juniores (sub-20) e o goleiro com maior número de jogos na equipe principal do MAC no Paulistão. Defendeu o América de Rio Preto em 1986 e também atuou no Grêmio Maringá, Botafogo de Ribeirão Preto, Bragantino, Linense e Sertãozinho.

Mariliense nascido no dia 6 de outubro de 1961, Sebastião Luiz de Andrade começou nas categorias de base do time de sua cidade. “Aos 16 anos eu já ficava no banco do profissional”, recorda. Sob o comando do técnico Valter Zaparoli, foi campeão da 11ª edição da Copa São Paulo, em 1979.

Na primeira fase, empatou em 1 a 1 com o Atlético-MG e ganhou de Corinthians (1 a 0) e Brasília (2 a 1). Nas quartas de final, despachou o Cruzeiro ao vencer por 1 a 0, e na semi bateu o Juventus nos pênaltis por 5 a 4, após 1 a 1 no tempo normal. Na decisão, o MAC levantou a taça ao venceu o Fluminense por 2 a 1, no Canindé, em São Paulo.

Dois anos depois, Luiz Andrade foi convocado para defender a seleção paulista de novos, que disputou o Campeonato Brasileiro de Seleções. O outro goleiro era Moacir, revelação do América. Luiz Andrade conciliou o futebol com os estudos e formou-se em educação física na Unimar.

Permaneceu no Marília até 1985 e acabou negociado com o América no ano seguinte. O Rubro vinha de derrota por 4 a 1 para a Ponte Preta, no domingo, 9 de março de 1986, em Campinas, resultado que provocou a demissão do técnico Borba Filho. Era a quarta rodada do Paulistão e o segundo revés do time rio-pretense, que havia perdido o goleiro Roberto Costa por contusão.

Sem comprometer, Moacir estava jogando, mas a diretoria quis trazer outro mais experiente. “O Birigui (Benedito Teixeira) e o Pedro Batista foram me buscar de avião em Marília”, recorda Luiz Andrade. Em troca, João Mori, presidente do MAC, levou por empréstimo o lateral-direito Brasinha. “Treinei na terça-feira à tarde, conheci os jogadores na concentração em Ibirá e joguei na quarta contra o Guarani”, emenda.

Mesmo no estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto, o Rubro não foi páreo para o jovem e entrosado time campineiro, que ganhou por 3 a 1, com gols de Evair, Paulo Sérgio e João Paulo Uberaba. Izael fez para o Vermelhinho.

No América, Luiz Andrade levou vantagem nos confrontos contra os grandes. Com ele no gol, o América ganhou de Palmeiras e Santos (ambos por 1 a 0), e perdeu do Corinthians pelo mesmo placar. Com 36 pontos, o Rubro ficou em 10º lugar entre os 20 participantes do estadual. Uma das suas últimas partidas pela equipe americana foi na derrota de 2 a 0 para o Rio Preto, no MAM, dia 1º de novembro de 1986, pelo Torneio Benedito Teixeira.

 

Atuou com Sócrates e campeão no Braga

Depois de defender o América, Luiz Andrade acabou emprestado ao Grêmio Maringá-PR. Retornou ao Marília para a fase final da Divisão Intermediária (atual A-2) de 1987. O quadrangular contava com Rio Preto, Paulista de Jundiaí e União São João de Araras, que conseguiu o acesso ao Paulistão.

Em 1988, o Botafogo de Ribeirão Preto comprou o seu passe junto ao Marília. Atuou na equipe ribeirão-pretana e acabou emprestado no segundo semestre ao Bragantino, onde foi campeão da Intermediária. Voltou ao Botafogo na temporada seguinte, quando teve uma proposta do Palmeiras. “Os goleiros Zetti, Martorelli e Ivan estavam machucados”, recorda. “O Botafogo não me liberou e o Palmeiras decidiu promover o Velloso”, acrescenta.

Irritado, Luiz Andrade brigou com a diretoria botafoguense e voltou para o Marília. Ficou 42 dias treinando no México. Primeiro no Pumas e depois no Monterrey. “O Monterrey me queria, mas o negócio não deu certo.” Também jogou no Linense, Sertãozinho e pendurou a chuteira no Marília em 1994. No rico currículo, consta que ele é o goleiro com mais jogos pelo time mariliense no Paulistão. Foram 160 partidas em sete edições do estadual.

Preparador de goleiros do MAC

Em 1994, antes de anunciar a aposentadoria, Luiz Andrade recusou propostas de dez clubes. Decidiu fazer parte de um projeto do grupo Nikkey, que trazia jovens japoneses para aprender a jogar futebol no Brasil. “O Nikkey era muito estruturado e chegamos a trabalhar com até 26 japoneses”, diz. “O negócio fluiu bem até o governo do Japão dificultar a emissão de vistos para os meninos”, destaca.

O Nikkey, então, restringiu suas atividades apenas para o beisebol. Luiz Andrade abriu uma filial da escolinha de futebol do Corinthians em Marília, que em cinco anos revelou alguns jogadores. O mais conhecido da atualidade é o meia Lucas Lima, do Santos e da Seleção Brasileira.

O ex-goleiro também foi técnico do Assisense. No MAC, treinou o profissional, as categorias de base, foi gerente de futebol e hoje é preparador de goleiros. Casado com Cristina, pai de Larissa, Evelyn e Wendel, Luiz Andrade mora no jardim Parati, em Marília.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
28/05/2017 » Adésio: o "motorzinho" do América campeão de 1957
23/04/2017 » Kaneco defendeu o América no Paulistão de 1969
29/01/2017 » Mário Sérgio fez sete duelos contra o América
13/11/2016 » Volante Dudu levou ampla vantagem sobre o América
30/10/2016 » Capitão Carlos Alberto estreou no Santos contra o América
21/10/2016 » Até Chulapa temia Orlando Fumaça
16/10/2016 » Uruguaio Dario Pereyra enfrentou o América treze vezes
09/10/2016 » Jaizão cansou de receber propostas do Santos
02/10/2016 » Palmeiras dá ônibus e mais Cr$ 240 mil pelo atacante Milton
18/09/2016 » Felício recorda a ‘marmelada’ entre América e XV de Jaú
 
    Página 1 de 12